Você já se perguntou por que em alguns lugares as mulheres são reverenciadas como pilares, enquanto em outros mal têm voz? A mulher moderna vive num mundo de contrastes, onde o valor que lhe dão muda de uma fronteira pra outra. Raízes históricas, crenças e jeitos de viver criam esse mapa desigual. Algumas culturas colocam elas no centro; outras, ainda nas margens. Quer entender o que está por trás disso? Vamos juntas explorar essas diferenças e o que elas revelam sobre o feminino ao redor do globo.
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Matriarcados: o poder nas mãos delas
Em lugares como os Mosuo, na China, as mulheres mandam. Lá, a linhagem passa pela mãe, e elas controlam terras, casas e decisões. Homens ajudam, mas o comando é delas. Essa valorização vem de uma visão antiga: a mulher é a fonte da vida, da continuidade. Um equilíbrio que desafia o padrão de poder masculino.
Dica esperta
Pense no que você herdou da sua mãe ou avó. Esse legado é força pura.
Espiritualidade: deusas no coração
Nas tradições celtas ou em partes da África, como entre os Yorubá, o feminino é sagrado. Deusas como Brigid ou Oshun simbolizam criação, sabedoria, água — tudo que sustenta. Culturas assim valorizam mais as mulheres porque veem nelas um eco do divino, um papel que vai além do dia a dia e toca o eterno.
Truque rápido
Conecte-se com algo que te inspira. Esse toque espiritual já vive em você.
Trabalho e comunidade: o fio que une
Entre os Minangkabau, na Indonésia, as mulheres são as guardiãs da terra e da família. O sistema matrilinear dá a elas o controle dos bens, enquanto homens viajam ou lutam. Aqui, o valor vem do papel prático: elas seguram a base, costuram o tecido social. Uma força reconhecida por quem depende dela.
Ideia brilhante
Valorize o que você faz por quem tá perto. Esse impacto é o que conta.
Igualdade na prática: o modelo nórdico
Nos países escandinavos, como a Suécia, as mulheres brilham por uma razão diferente: políticas que equilibram. Licença parental compartilhada, educação acessível e leis contra desigualdade criam um chão firme. A cultura valoriza elas porque decidiu que todos ganham quando ninguém fica pra trás.
Toque esperto
Pequenas ações no seu dia — dividir tarefas, apoiar uma amiga — ecoam esse jeito.
Silêncio imposto: o outro lado
Em contraste, algumas culturas do Oriente Médio ou da Ásia patriarcal, como em partes da Índia rural, ainda seguram as mulheres em rédeas curtas. Tradições antigas, muitas vezes distorcidas, põem o homem como chefe e elas como sombra. O valor existe, mas fica preso em regras que ninguém ousa quebrar — pelo menos, não abertamente.
Sugestão prática
Levante a voz onde puder. Um sussurro já começa a mudar o jogo.
Natureza e ciclos: a raiz do respeito
Entre povos indígenas, como os Khasi na Índia, as mulheres são honradas por sua ligação com a terra. Fertilidade, colheita, vida — elas são o espelho dos ciclos naturais. Essa valorização nasce de um olhar que não separa humano da natureza, mas celebra quem os conecta.
Inspiração rápida
Passe um tempo ao ar livre. Sentir a terra te lembra desse vínculo antigo.
Por que a diferença persiste?
Algumas culturas valorizam mais as mulheres porque enxergaram nelas a força da criação, da união, da resistência — seja por fé, necessidade ou escolha. Outras, presas a hierarquias velhas, ainda tropeçam no medo de mudar. História, religião e poder moldam esse tabuleiro, mas ele não é fixo. Cada passo que elas dão — ou que a gente dá — redesenha as linhas.
Dica de ouro
Olhe pra sua própria cultura com curiosidade. O que você mudaria pra valorizar mais?
Um valor que cresce
Essas diferenças mostram que o lugar da mulher não é destino, mas construção. Culturas que a elevam — seja por matriarcado, espiritualidade ou igualdade — provam que o mundo funciona melhor com ela no centro. E as que não? Estão aprendendo, aos poucos, com as que já sabem. Que tal carregar esse valor no seu dia, no seu jeito? A mudança começa onde você pisa.